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Maldivas e Dubai: a lua de mel

    As Maldivas evocam o nosso imaginário a água cor de safira, areia branca, temperaturas quentes o ano inteiro e recifes de corais e peixes das mais variadas espécies. Era um desejo enorme dos dois ir de Lua de Mel para as Maldivas, mas acho que nunca acreditámos que fosse possível.

    Como acontece com muitas das nossas viagens e planos: sonhamos, pensamos que nunca vai acontecer, mas corremos atrás e realizamos. Nesta viagem tivemos a preciosa ajuda dos HoneyMooners que para além de estarem sempre em lua de mel e viajarem pelo mundo vestidos de noivos, agora também realizam sonhos em forma de viagens.

    Este post é sobre a nossa viagem de lua de mel às Maldivas e ao Dubai. Talvez não seja relevante para muitos um post sobre uma viagem às Maldivas organizada por uma agência de viagens, no entanto, há vários escolhas a fazer e dicas que eu gostava de partilhar.

    1. DUBAI
    2. MALDIVAS
      1. A melhor altura para visitar as Maldivas
      2. A escolha do hotel
      3. A nossa experiência
      4. Beach Villa vs Water Villa
      5. MALÉ, a capital das Maldivas
        1. Os Maldivianos
        2. Visitámos

    HONEYMOONERS – A AGÊNCIA DE VIAGENS:
    Não estamos nada habituados a viajar através de uma agência de viagens, mas desta vez como tinhamos um casamento para organizar, decidimos deixar a nossa lua de mel nas mãos de quem tem experiência no assunto.
    Escolhemos a HoneyMooners porque conhecemos a Joana e o André, mas principalmente, pelo largo conhecimento e experiência em organizar luas de mel, em particular nas Maldivas, e com a abertura para a personalizar cada experiência à medida dos nossos desejos (e manias). Todo o processo de planeamento da viagem foi incrível leve e tranquilo. Sem pressões, sem imposições e bastante flexível.

    Pontos mais positivos:

    • Contacto sempre através do whatsapp;
    • Não foram precisas grandes ou muitas conversas: na fase inicial escolhemos o que queríamos perante o orçamento e características dos resorts, efetuámos os pagamentos e no final recebemos todos os documentos e informações detalhadas atempadamente no email.
    • Sem pressões ou imposições;
    • Flexibilidade nas parcelas de pagamento;
    • Todas as faturas foram enviadas automaticamente e logo a seguir a cada parcela de pagamento;
    • Nunca precisei de andar atrás de ninguém para nada (foi um descanso).

    DUBAI

    Desde logo que decidimos que queríamos visitar o Dubai, e a viagem foi delineada de acordo com isso mesmo e não desiludiu. Incluiu 3 dias/2 noites com hotel com meia pensão e transfers.

    O Dubai é o maior dos 7 Emirados Árabes Unidos e é conhecido pelas suas representações megalómanas e ostentação. Não é possível passear pelo Dubai sem ficar de queixo caído com os imponentes arranha-céus, os carros luxuosos e as lojas de marcas de luxo por todo o lado. Não é possível passar pelo Dubai sem soltar um “Wow!”. Tudo é impressionante. É impressionante o Burj Khalifa, a beleza das água dançantes e quantidade de pessoas que pára para assistir ao espectáculo. Um centro comercial com um aquário gigante, cascatas, uma pista de gelo, um centro de jogos, um souk e que mistura as lojas que estamos mais habituados às maiores marcas de luxo do mundo inteiro. Um cruzamento entre a cultura e os costumes árabes com alguns hábitos mais típicos do ocidente.

    HOTEL MILLENIUM PLACE MARINA

    O hotel do Dubai localizava-se na Marina, que apesar de não ser o maaaais central, é uma zona óptima e com fácil acesso a transportes para todo o lado. Os funcionário eram muito simpáticos, tinha piscina (nem tivemos tempo para chegar perto), uma pastelaria super chique à entrada e um restaurante muito giro alusivo ao Masterchef. A meia pensão deu-nos imenso jeito. Como podíamos escolher entre o almoço e o jantar e quisemos aproveitar para descansar no quarto, acabámos sempre por comer uma das refeições no hotel. Havia uma máquina de café Nespresso no quarto com cápsulas repostas diariamente. Apesar de passar à porta do hotel uma via rápida super movimentada, não se ouvia barulho nenhum dentro do quarto. O único ponto mais negativo é que os funcionários não falam muito bem inglês, mas isso é transversal

    Site: Hotel in Dubai Marina | Millennium Place Marina (millenniumhotels.com)

    Ficámos no Dubai apenas 48 horas, podíamos ter aproveitado para ver e explorar mais, mas quisemos muito descansar, principalmente depois da preparação de um casamento.

    Visitámos:
    – Burj Khalifa
    – SkyViews Observatory
    – Dubai Mall
    – Dubai Fountain (espectáculos de água e luz)
    – The Pointe

    Burj Khalifa
    The pointe

    Entre outros, faltou:

    • Museu do Futuro (comprar bilhete online com antecedência)
    • Deira e Golden Souk
    • Safari no deserto
    • Abu Dhabi

    https://www.instagram.com/p/Ce_qAH5PoNH/?igshid=YmMyMTA2M2Y=

    https://www.instagram.com/p/CfLyhk5DMNo/?igshid=YmMyMTA2M2Y=

    MALDIVAS

    As Maldivas são um imenso arquipélago com 98% do seu território coberto pelo mar, e os outros 2% correspondem a cerca de 1 200 pedaços de terra espalhados pelo Índico, onde apenas 200 são habitados. Desses, mais de 100 são ilhas-resort.

    Há quem diga que as Maldivas são o mais próximo que existe do paraíso, e não se pode desmentir quem anda à procura de férias de sonho em resorts de luxo. Dito isto, é muito interessante que ultimamente têm surgido cada vez mais opções nas Maldivas para viajantes independentes, que viajam de mochila às costas e evitam pacotes turísticos e resorts com tudo incluído. Em suma, um destino exótico por excelência mas adequado a várias carteiras e tipos de viagem, desde as mais relaxadas às mais aventureiras.

    A melhor altura para visitar as Maldivas

    As Maldivas são um destino incrível ao longo de todo o ano, com temperaturas variando entre 23-31ºC. A época alta vai de dezembro a abril, quando os preços dos voos e dos hotéis aumentam significativamente (especialmente no Natal, Ano Novo, Ano Novo Chinês e Páscoa). Para qualquer altura do ano o ideal é reservar com a máxima antecedência para aproveitar os melhores preços dos voos e dos hotéis.

    A época alta decorre entre dezembro e fevereiro, meses em que o arquipélago das Maldivas beneficia de melhor clima: poucas chuvas, humidade baixa e céus incrivelmente azuis. O bom tempo permanece, porém, até abril, com meses bem mais quentes e a temporada do surf no seu auge. Os meses entre maio e novembro, onde há mais chuvas mas as temperaturas continuam muito agradáveis, são aqueles em que é possível encontrar melhores preços para a estadia – à exceção de agosto, em que tudo volta a subir por causa das férias dos turistas europeus.

    Transfers

    A primeira decisão que você terá que tomar sobre sua viagem para Maldivas, relaciona-se ao meio de transporte que te levará da capital, Male, até seu hotel/resort. O Speed Boat, as lanchas, são usadas para te levar as ilhas mais próximas de Male. Enquanto o hidroavião, te leva para os atóis/ilhas mais distantes. Nós optamos pelo speed boat, devido ao horário dos nossos voos.

    Fica a dica: quem puder optar pelo hidroavião, com certeza a experiência deve ser ainda mais que sensacional! Apesar da chuva nas Maldivas pode acontecer a qualquer hora do dia, o que pode atrasar sua viagem, a experiência é única! Aliás, a chuva costuma ser passageira.

    A escolha do hotel

    – Antes de escolherem o hotel clarifiquem quais as opções de transferes disponíveis e quais estão incluídas ou não na estadia;
    – Escolham um hotel e um regime que os quais se identifiquem mesmo. Não se esqueçam que nas Maldivas o hotel não é apenas onde vocês passam a noite, o hotel é a vossa experiência.

    A nossa experiência

    HOTEL KUDAFUSHI
    Nas Maldivas escolhemos o resort Kudafushi, em regime Soft TI. Ou seja, tudo incluído menos bebidas alcoólicas. Obviamente, que a questão do álcool gerou bastantes dúvidas, mas era uma diferença de 500€/pessoa para o TI completo A verdade é que o álcool é super caro nas Maldivas e acabámos por pagar um mojito cada um durante toda a estadia.

    Para além dos fatores que eu mencionei, há outras coisas muito importantes que devem ter em conta.
    Informem-se bem antes da escolha do hotel sobre os transferes disponíveis para o resort:
    – Se podem ir de hidroaviao,
    – Se o preço esta incluido no pack ou se têm que pagar à parte.
    – Se forem de voo domestico, vejam quanto tempo demora o avião + barco
    – Quanto tempo vão ficar em Malé à espera.

    Como não amar um hotel nas Maldivas?
    – Comida: muito muito boa, tinha 3 restaurantes, um buffet, um mexicano e hm mediterrânico. O mexicano e o mediterranico são pagos à parte, excepto se ficarem nas Water Villas, experimentámos os 2, são muito bons mas o melhor é o mexicano. A comida é deliciosa e fica em cima da água. Mas o melhor é mesmo o que toda a gente vai, o buffet. Tem imensa comida, optima e muito variada. Tem 12 tipos de cozinhas e cada dia é uma diferente, só repete ao fim de 12 dias.
    – Os funcionários são hiper atenciosos e simpáticos
    – Limpavam as casinhas 2x/dia #toomuch
    – Tivemos direito a uma massagem de lua de mel, e o spa era maravilhoso

    – Tem 3 restaurantes, um buffet, um mexicano e um mediterrânico, experimentános os 3 e adorámos o mexicano mas o que ganhou o meu coração foi o simples buffet 😅. Tem 12 tipos de cozinha, cada dia é uma diferente e só repete ao fim de 12 dias.
    – Os funcionários são hiper atenciosos, simpáticos e amáveis e o nosso quarto era limpo 2x/dia
    – Fizemos uma massagem no spa, e foi uma experiência incrível e muito zen. Nunca tinha ido a um spa com jardim
    – Adorei o facto de a ilha ser pequena e nos conseguirmos deslocar facilmente a pé;
    – A casa de banho da beach villa tinha uma banheira e um duche ao ar livre, + outro duche mais interior

    – Oa funcionários do resort são realmente muito simpáticos, cumprimentam sempre que passam por ti.

    Beach Villa vs Water Villa

    Cada experiência é única, e se eu já ia com pouca vontade de experimentar as famosas casinhas em cima da água, mas a minha experiência mostrou que eu tinha toda a razão. Claro que é incrível dormir em cima da água, mas é ainda mais incrível apanhar banhos de sol na areia com o pé no mar. Deixo-vos aqui as principais vantagens das beach villa (casinhas na areia) e das water villa (casinhas na água).

    Vantagens da beach villa:
    – + perto das zonas comuns, incluindo dos restaurantes;
    – + privacidade
    – WC exterior INCRÍVEL com banheira e duche exterior +duche interior;
    – Corda para estender roupa 👍;
    – 2 pares de espreguiçadeiras

    Vantagens da water villa:
    – Melhor para ver o fundo do mar e os peixinhos, para quem gosta de snorkelling;

    Vá, esqueçam dar um rim pelas casinhas em cima da água 💧

    Será que as Maldivas são mesmo uma seca?

    Alguns amigos com quem falo sobre visitar às Maldivas receiam que seja demasiado monótona a típica viagem para um resort numa pequena ilha. Se são esse tipo de pessoas que não gosta de estar muito tempo parado a apanhar sol ou no mar, devem escolher um resort com o máximo de atividades incluídas. Na verdade, todos os resorts têm oferta de várias atividades (incluídas ou pagas à parte), desde festas a excursões de barco para ver mantas, atrevo-me a dizer que se quiserem podem nunca parar numa espreguiçadeira. No meu caso, ia para as Maldivas determinada a mexer-me apenas na direção do mar, da piscina e do restaurante, e mesmo assim não escapei a algumas atividades. Todos os dias havia alguma animação no bar principal do hotel, desde musica acústica, danças maldivianas ou discoteca.

    A nossa agenda nas Maldivas:
    – 19/06 – Jantar no Restaurante Mexican (incluido)
    – 20/06, 11h – Visita à ilha deserta de Jetski (pago) e Jantar no Restaurante Mediterrânico (incluído)
    – 21/06, 10h45 – Sessão de fotos (pago), 13h – Spa massage (pago) e Jantar romântico (incluido)

    MALÉ, a capital das Maldivas

     “se quiser continuar a idolatrar as Maldivas, não vá para Male”. 

    Apesar de todos os relatos em blogs de viagens sobre o pouco interesse de Malé que desaconselhavam perder tempo a visitar a cidade, fui muito teimosa, e havendo tempo até ao voo: eu queria visitar Malé! Logo que chegámos ao aeroporto vindos do hidroavião, os funcionários do resort convidaram-nos a visitar a capital com um guia. Antigamente, só era possível ir do aeroporto até à capital através de barcos, que continuam a circular e são bem baratos. No entanto, em Agosto de 2018, foi construída uma ponte de 2,1 km que liga Malé à ilha do aeroporto, facilitando assim a viagem de táxi ou autocarro, existem inclusivé algumas app que permitem chamar táxi com mais comodidade.

    ontrário da maior parte dos relatos que ouvi da cidade, eu achei Malé uma cidade per interessante para visitar e gostei muito da experiência. Mal saímos do hidroavião, fomos encaminhados para o aeroporto onde tínhamos que esperar 6 horas pelo voo internacional. Já tínhamos colocado a hipótese de visitar Malé, mas quando nos falaram da hipótese de visitar com guia não pensámos duas vezes.

    Apesar de não ter nenhum atrativo essencialmente “turístico”, a cidade de 80 mil habitantes é o lugar que permite contato com a população local – onde se entende que as Maldivas não são só praia e mar paradisiaco

    A capital das Maldivas é uma cidade completamente frenética e tem muitos lugares imperdíveis.

    O guia chamava-se ……………… e super recomendamos a experiência com ele. No fim pagámos o que considerámos justo e gostámos tanto da visita pela cidade que fomos beeeeeem generosos.

    Malé é a maior cidade e a capital das Maldivas, que sofre o problema da sobre-população, sendo a cidade mais densamente povoada do mundo – densidade populacional de 50 000 pessoas por km2. Afasta-se completamente das imagens mais famosas das Maldivas: pobre, cheia de gente e mar com ondas muito grandes.
    A capital acaba por desvender parte do lado negro das maldivas, o lado da sobrepopulação onde as casas são extremamente caras em relação com o ordenado da população,

    “O que você mais gostaria de ter no mundo?”, a jornalista pergunta no livro para uma moça, que mora com a família em uma casa de dois quartos, sendo que cada um abriga dez pessoas. “Um quarto com uma lâmpada”, ela responde. “Ou só metade (de um quarto)”.

    A água fornecida é terrena dessanilizada; a água chega através de bombas de salombra com 50-60m de profundidade e dessaliniza usando a osmose inversa. A energia elétrica é gerada na cidade utilizando geradores de diesel. O esgoto é bombeado para não ir diretamente para o mar.[8] Os recursos sólidos são transportados para ilhas próximas, onde são usados para preencher as lacunas. O aeroporto foi construído neste sentido, e atualmente, a lagoa Thilafushi está sendo preenchida.

    Os Maldivianos

    – São mesmo super simpáticos e amáveis
    – Gostam imenso de futebol, e por consequência sabem que existe Portugal, acompanham a liga portuguesa, as competições europeias e mundiais. Um jovem 33 anos funcionário de uma loja, confessou que gostava muito do Cristiano Ronaldo, mas os seus jogadores favoritos de sempre eram o Figo e o Eusébio.

    – São 100% muçulmanos e é completamente ilegal o consumo e venda de bebidas alcoólicas. Com a excepção dos resorts, onde é permitido o consumo de álcool apenas por turistas. Em Malé, simplesmente não existem bebidas alcoólicas à venda em restaurantes, lojas ou cafés. Cuidados com as ideias de transportar álcool nas malas para as Maldivas, existem relatos de viajantes que acabaram por se ver obrigados a deixar todas as garrafas no aeroporto de Malé.

    Visitámos

    – Mercado local: formado por algumas barracas que vendem frutas, legumes, na beira do cais, doces e snacks locais.
    – Mercado do peixe
    – Praça da República
    – Mesquita de Malé: O Centro Islâmico é o ponto alto da cidade. O complexo é relativamente recente e engloba uma mesquita, salas de aula e um centro de convenções. Abriu suas portas em 1984. A Grande Mesquita é o que mais chama atenção com sua grande cúpula dourada. Tem capacidade para abrigar até 5000 fiéis.
    – Palácio presidencial: Palácio Presidencial Mulee-aage
    – Parque do Sultão
    – Museu Nacional das Maldivas

    https://www.instagram.com/p/ChFvbS2jF5F/?igshid=YmMyMTA2M2Y=

    MAIS DICAS MALDIVAS:
    – Levar material de snorkeling e calçado aquático – O aluguer da material de snorkeling costuma ser bastante caro, vale a pena informarem-se com o hotel se têm material dísponivel e gratuito para utilizar. Caso contrário, comprem o vosso material numa “decatlhon-desta-vida“, e voltam de viagem com o equipamento para as próximas férias de verão.

    – Se viajarem de lua de mel, aniversário de casamento ou aniversário, não se esqueçam de avisar a agência de viagens ou resort: há uma série de benefícios e surpresas especiais;

    – Existem imensas lojas de souvenirs em Malé e também o aeroporto de Male tem uma loja de souvenirs a preços semelhantes, portanto não entrem em pânico se o vosso resort tiver pouca oferta de recordações;

    BONS PASSEIOS !

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