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Fim de Semana do 28º Aniversário

    As semanas voam, o trabalho absorve-nos e o tempo em família e com os amigos é, muitas vezes, deixado para segundo plano.

    Por isso mesmo, decidi que o meu aniversário vai ser sempre muito bem festejado, com uma enorme felicidade e centrado nas coisas realmente importantes na vida. Desde há alguns anos que troquei os jantares com dezenas de pessoas por momentos mais recatados com os mais próximos.

    E este ano escolhi passar o fim de semana no Hotel de Montanha em Pedrogão Pequeno com amigos e aproveitámos para explorar as Fragas de São Simão e os arredores.

    As Fragas de S. Simão é um lugar fascinante de água cristalina e blocos gigantes que acentuam o ambiente agreste. A água da ribeira de Alge, que passa a caminho do Zêzere, corre num leito irregular, com muitas árvores e num ambiente profundamente bucólico e é tão límpida a água que se conseguem observar todas as pequenas pedras, no fundo. As margens estão marcadas pelas últimas tempestades e cheias, e no leito aglomeravam-se muitos troncos de vários tamanhos.

    Com alguma pena, não chegámos a visitar a aldeia de Casal de São Simão. Esta aldeia faz parte da rede de aldeias de xisto, foi recentemente recuperada e é possível fazer um percurso pedestre entre a praia fluvial e a aldeia de apenas 15 minutos.

    Mais tarde, rumámos a Figueiró dos Vinhos para passear na vila e conhecer o que de melhor tem para oferecer.

    A última vez que lá tinha estado a paisagem estava rendida às chamas e o ar era inrespirável, mas desta vez, a vila parecia outra – música enchia o ambiente da alegria do carnaval.

    Atestámos o depósito e perguntámos na bombas de gasolina onde podíamos almoçar “bom e barato” e foi nos prontamente recomendado o restaurante “Caçador”. Trata-se de um restaurante simples, com diárias e comida tradicional portuguesa. Escolhemos mão de vaca, que segundo um apreciador, estava incrível, e bifes de cebolada. Foi realmente, barato e, apenas, bom.

    Continuámos o caminho até à aldeia de Mosteiro, uma das aldeias de xisto do grupo Zêzere mas saímos desiludidos. Uma das principais atrações e fonte de desenvolvimento da aldeia é a praia fluvial que estava totalmente cercada e fechada. Resultado: não conseguimos aproximar-nos da água nem do bar e nem vimos as casas de xisto. A praia fluvial, aparentemente, tem boas condições e até zona balnear para animais de companhia, deve ser fantástica para bons momentos no verão. No entanto, achei tudo demasiado fechado ao turismo de inverno.

    Durante a tarde passámos na Barragem do Cabril para desfrutar da imponência arquitectónica da barragem e fizemos check in no hotel, com a ideia de ir diretamente para o spa.

    Mal descemos as escadas, começamos a ouvir o barulho da criançada a fazer a festa na piscina – a piscina estava completamente cheia de crianças. Nada contra a criançada. Mas a verdade é que estava impossível usufruir da tranquilidade do spa e da piscina.

    “Não se preocupem, as crianças vão sair às 17h!” Disse a funcionária da piscina ao ver o nosso olhar de terror a olhar para a criançada.

    Boas notícias! Mantivemos os fatos de banho e fomos para o espaço da piscina exterior esperar as 17h.

    No final de contas, bem ditas crianças! O sol estava incrível, não fazia vento e conseguimos estar uma hora de fato de banho a apanhar sol no espaço exterior do hotel em pleno mês de Fevereiro.

    Quando o sol recolheu, voltámos a tentar o spa, que agora estava vazio e a convidar para um mergulhos na piscina e uns momentos de relaxamento no jacuzzi, no banho turco e na sauna.

    Hotel da Montanha

    O Hotel da Montanha localiza-se na aldeia de Pedrogão Pequeno, a um pequeno desvio da Nacional 2 e tem uma vista incrível para a barragem do Cabril. Possui estacionamento no espaço do hotel, apesar de não estar muito bem sinalizado. O check in decorreu sem problemas, apesar de ter poucos funcionários o que teve impacto na demora do atendimento. O elevador estava avariado e tivemos que descer um andar de escadas. Fizemos a reserva no booking de dois quarto standard e pedimos para serem lado a lado, e ficámos no quarto 201 e 203. Apesar de aparentemente equivalentes, o quarto 203 conta com uma cama enorme com capacidade para 4 pessoas, já o quarto 201 tem uma cama de casal regular. Para além de não apresentarem vista para a barragem ou para a piscina, estes quartos ficam perto da casa das máquinas, o que causa algum incómodo principalmente durante a noite (principalmente o 201). O spa tem uma piscina pequena, um jacuzzi, sauna, banho turco, solário e massagens por marcação. Gostei do ambiente com velas, das condições do spa e do facto de as crianças terem acesso ao spa apenas até às 17h. A piscina exterior é grande, e tem uma vista que enche os olhos e o coração.
    O pequeno-almoço satisfaz – falta mais diversidade de fruta e sumo de laranja (realmente) natural.
    No geral, o hotel mostra alguma falta de manutenção: o espaço exterior dos quartos estava muito mal cuidado, algumas paredes com papel descolado, etc.
    Teria todo o gosto em voltar a ficar no hotel a um preço acessível, principalmente pela sua localização e vista, mas pediria expressamente para não ficar no hotel 201 (ou 203) pelo barulho.

    Para o jantar, escolhemos o restaurante Ponte Velha na Sertã e foi uma verdadeira surpresa.

    Restaurante Ponte Velha

    O restaurante localiza-se no centro da Sertã e tem uma entrada bastante tradicional com as paredes revestidas a azulejo e uma escadaria imponente. Reservámos mesa previamente porque era sábado, e talvez tenha sido boa ideia, o restaurante estava bem composto. A sala tem uma janela enorme para a rua que deve oferecer uma vista muito gira durante o dia. Para entradas foram servidos vários enchidos da região, e ainda uma campanha que oferecia menu de degustação de maranho e bucho. Os funcionários vestiam colete e papillon e foram sempre muito prestáveis e atenciosos. Talvez com uma linguagem pouco cuidada, por vezes. Como pratos principais escolhemos chanfana que estava boa, mas não surpreendeu, sável frito com açorda de ovas e língua de vaca que estavam ótimos. O que surpreendeu foram os cartuchos de Amêndoa de Cernache do Bonjardim acompanhados com ananás – excelente combinação.
    Bebemos vinho, pedimos sobremesas e pagámos cerca de 18€ por pessoa, o que parece uma ótima relação preço-qualidade.
    Recomendo, e espero mesmo voltar!
    P.S. – Caso queiram visitar o restaurante durante o roteiro pela N2, pode carimbar lá o vosso passaporte.

    Antes de regressar ainda houve tempo de admirar a paisagem no miradouro mesmo ao lado do hotel e tirar uma fotografias.

    Podem encontrar as nossas críticas e recomendações no google maps, tripadvisor e peoople (martaamaro).

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    Bons passeios! 😀