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São Tomé: o sonho

    A viagem a São Tomé e Príncipe era um sonho do Diogo. E inevitavelmente passou a ser também um sonho meu. Toda a gente que passou por São Tomé falava-me do lugar com um carinho gigante. Como se a cada palavras desejassem cada vez mais lá voltar. Falavam-me de experiências de férias ou experiências de voluntariado. Falavam-me das crianças e das praias paradisíacas.  Falavam da comida e da simpatia do povo.

    Este sonho durou 3 anos a ser concretizado, COVID pelo meio, ainda precisámos de um empurrão da vida para planear a viagem para São Tomé.

    Tínhamos apenas 8 dias e uma curiosidade gigante de conhecer a Ilha de São Tomé, a Ilha de Príncipe e o Ilhéu das Rolas. Sabíamos que em São Tomé havia a vida, a cultura o movimento e a alegria. Em Príncipe, uma ilha virgem e praias deslumbrantes. No entanto, desta vez decidimos não ir a Príncipe. Queríamos conhecer muto bem São Tomé e 8 dias seria o ideal para conhecer tudo, sentir tudo ao ritmo das férias. Da próxima vez, conheceremos o virgem Príncipe, que apesar de ser mais caro do que São Tomé. É lá que estão as verdadeiras praias paradisíacas e o destino tropical por excelência.

    O primeiro, claro, é a partilha do roteiro e das escolhas que fizemos na nossa viagem de 14 dias a São Tomé e Príncipe. Muitas foram as dúvidas, nem sempre as coisas correram bem e há outras que teríamos feito de forma diferente. O segundo objetivo é dar algumas dicas e ajudar na organização da vossa viagem a STP, principalmente se for a primeira vez e/ou quiserem viajar de forma autónoma. Muitas são as pessoas que nos têm contactado pedindo dicas e informações práticas. Por isso começarmos este post com “o que devemos saber antes de viajar”.

    Sem qualquer presunção nas minhas palavras, queria alertar-vos que apesar de São Tomé e Príncipe ser um destino de sonho, não é para todos. Este alerta vem da nossa experiência pessoal. Nós próprios precisámos de um ou dois dias de adaptação ao choque cultural, para nos encontrarmos e percebermos o propósito de estarmos ali. Para se gostar de São Tomé e Príncipe, é necessário aprender a amar as coisas simples, o caos e a liberdade, a pobreza e a felicidade, abandono e construção, aventura e o desconforto, dureza e generosidade, e só depois vêm as praias idílicas.

    São Tomé não é para toda a gente. E não é com certeza, para os viajantes monocromáticos e acéticos das capitais europeias, nem para os aficcionados do frio intelectual das estepes do norte, nem para quem tem horror a baratas (e eu tenho muito!). E  muito menos, para ser sorvido, por quem tem medo de pessoas, na sua generalidade. O que aqui se encontra, acima da paisagem intacta, é a autenticidade das pessoas, acima da nobreza secular das roças, os sorrisos atravessados das crianças, acima da biodiversidade saturada de verde, a entrega, a simpatia, as pessoas. E se ao humano somarmos esse oxigênio verde que nos amplifica a alma, podem facilmente imaginar, que não é fantasioso, o epíteto de Paraíso. E se toda a ilha impressiona pelo revestimento a verde, pelos sons dos pássaros, mesmo a cidade Capital, descontando a poeira e o movimento é uma cidade impressionante.

    É um País que acolhe famílias e casais, viajantes solitários e corações cheios.

    SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE

    São Tomé e Príncipe, situa-se no Golfo da Guiné, a cerca de 150 milhas das costas da Guiné e do Gabão, no continente africano. Visto do espaço, é um pontinho verde no meio do oceano, um arquipélago com ilhas vulcânicas atravessadas pela linha do Equador. As duas ilhas principais são São Tomé e Príncipe, que distam 140 km uma da outra.  São Tomé é a ilha maior, onde estão seis dos sete distritos administrativos, e onde está a capital com o mesmo nome. Príncipe é a ilha mais pequena e, para combinar, tem como capital a cidade de Santo António.

    As ilhas de São Tomé e Príncipe estiveram desabitadas até à sua descoberta pelos exploradores portugueses João de Santarém e Pedro Escobar, em 1470. Gradualmente colonizadas pelos portugueses ao longo do século XVI, elas colectivamente serviram como um centro comercial vital para o Comércio atlântico de escravizados.

    Não se tem registo de ocupação humana nas ilhas de São Tomé e Príncipe anterior a 1470, sendo que as marcações históricas dão aos portugueses João de Santarém e Pêro Escobar o título de descobridores das Ilhas. Os navegadores portugueses exploraram as ilhas e decidiram que seriam boas localizações para as bases de comercialização com o continente. A ilha de São Tomé foi descoberta em 21 de dezembro de 1470, por João de Santarém, no dia de São Tomé; 27 dias depois, em 17 de janeiro de 1471, no dia de Santo Antão, Pêro Escobar chega à ilha do Príncipe. Príncipe foi inicialmente chamado de Santo Antão (“Santo António”), mudando o seu nome em 1502 para a Ilha do Príncipe, em referência ao Príncipe de Portugal para quem foram pagos impostos sobre a produção de açúcar da ilha.

    Assim, em 1975, após cerca de 500 anos de notável controle de Portugal, o arquipélago é descolonizado.

    São Tomé e Príncipe é uma república semi-presidencialista democracia representativa, o presidente é o chefe de Estado e o primeiro-ministro é o chefe de governo.

    O rico solo vulcânico e a proximidade com a linha do Equador tornaram São Tomé e Príncipe ideal para o cultivo de açúcar, seguido mais tarde por outras culturas de rendimento tais como café e cacau; a lucrativa economia de plantação era fortemente dependente de escravos africanos importados.

    As pessoas são muito simpáticas, e genuinamente sorridentes. Por vezes, demos por nós desconfiados da simpatia das pessoas nas roças e da forma disponível como nós falavam da sua história, mas são mesmo assim genuínos.

    É incortonável escrever um parágrafo apenas dedicado às crianças. As pessoas são fantásticas e muito amistosas, mas as crianças são inesquecíveis. De todo o lado correm em direção a ti de sorriso aberto, pé descalço e olhar expressivo. Umas pedem “doce-doce”, canetas, t-shirts ou bolas, outras limitam-se a dizer “olá”, “bom dia” e a acenar com um sorriso de orelha a orelha. Todas adoram fotografias e posam para elas como modelos. Elas adoram fotografias e o difícil é conseguir isolar um retrato, porque vão sempre aparecer outros rostos sorridentes ao lado.

    A natureza de São Tomé e Príncipe, para além de enorme motivo de contemplação, é nela que se encontra a foste de sustento e alimentação do povo. A riqueza natural é imensurável, pujança de um oceano  e de uma floresta. No mar os peixes voam, há lulas do tamanho de pessoas e arrisca-se tudo na pesca tradicional que tem tanto de impressionante quanto de perigosa. Os barcos de madeira, resultado de troncos de árvores escavados, e tecidos brancos como velas, percorrem a costa e os lugares mais longínquos para trazer alimento às famílias. Trazem dos peixes mais pequenos, aos maiores que podem atingir as centenas de quilos numa embarcação frágil mas forte..

    De forma abreviada aconselho que vá ao Norte com um Guia, visite as Roças que puder, dê um mergulho na Lagoa Azul e pare em Neves para comer as famosas santolas. Não volte para trás até ter percorrido o caminho até à cidade piscatória de Santa Catarina. Vá até ao Padrão dos descobrimentos que assinala o local onde desembarcaram em 1470, os primeiros descobridores portugueses, João de Santarém e Pêro Escobar. O Norte tem um pôr do sol mágico imperdível. Não saía da ilha sem parar na Praia Moça a namorar os últimos raios do sol sobre a baía. Se puder leve uma grande banda sonora, uma coluna pequenina, e percorra o serpenteado da estrada junto ao mar a puxar pelo volume alto das suas emoções, foi exactamente isso, o que eu fiz.

    O Sul é o caminho mais verde, as estradas estão bastante melhores que o sul e dá para conversar sem bater com os dentes. Nesta rota encontram as melhores praias da ilha: Praia de Inhame, Praia Piscina e Praia Jalé. Em Ponta baleia apanha o barco que o leva ao ilhéu das Rolas. Não recomendo a estadia, porque embora o ilhéu valha a visita, são apenas 3 km2 com uma população de 200 trabalhadores que trabalham em exclusivo para o único resort da ilha. Reforço a ideia: Se é praia de sonho (água verde esmeralda transparente a 26 graus) que quer, vá para a ilha do Príncipe, sem passar na casa da partida. É neste santuário verde que encontra algumas das praias mais bonitas do mundo: Praia Boi, Praia Banana, Praia de Santa Rita, Praia Bombom e praia Macaco, entre outras.

    Ainda pelo Sul, além do fato de banho obrigatório para um mergulho em cada uma das praias, não se esqueça de visitar as Roças e as povoações. Sempre que lhe apetecer, saia da estrada principal e aventure-se na descoberta dos trilhos, que levam a pequenas vilas encostadas a praias que não constam dos mapas. Lembre-se que não está num safari no Quénia, pode abandonar a viatura e passear entre as pessoas que ninguém lhe faz mal:)

    No Centro é obrigatório parar na Roça Monte Café e beber café arábico produzido na roça. Percorrer a estrada até à cascata de São Nicolau, visitar o Jardim Botânico e almoçar na Roça da Saudade (Casa onde Almada Negreiros nasceu). Se gostar de caminhadas tem aqui algumas opções interessantes. Não esqueça o repelente e vá de calças, acredite em mim. Ainda tenho restos de varicela nas pernas.

    De forma abreviada aconselho que vá ao Norte com um Guia, visite as Roças que puder, dê um mergulho na Lagoa Azul e pare em Neves para comer as famosas santolas. Não volte para trás até ter percorrido o caminho até à cidade piscatória de Santa Catarina. Vá até ao Padrão dos descobrimentos que assinala o local onde desembarcaram em 1470, os primeiros descobridores portugueses, João de Santarém e Pêro Escobar. O Norte tem um pôr do sol mágico imperdível. Não saía da ilha sem parar na Praia Moça a namorar os últimos raios do sol sobre a baía. Se puder leve uma grande banda sonora, uma coluna pequenina, e percorra o serpenteado da estrada junto ao mar a puxar pelo volume alto das suas emoções, foi exactamente isso, o que eu fiz.

    O Sul é o caminho mais verde, as estradas estão bastante melhores que o sul e dá para conversar sem bater com os dentes. Nesta rota encontram as melhores praias da ilha: Praia de Inhame, Praia Piscina e Praia Jalé. Em Ponta baleia apanha o barco que o leva ao ilhéu das Rolas. Não recomendo a estadia, porque embora o ilhéu valha a visita, são apenas 3 km2 com uma população de 200 trabalhadores que trabalham em exclusivo para o único resort da ilha. Reforço a ideia: Se é praia de sonho (água verde esmeralda transparente a 26 graus) que quer, vá para a ilha do Príncipe, sem passar na casa da partida. É neste santuário verde que encontra algumas das praias mais bonitas do mundo: Praia Boi, Praia Banana, Praia de Santa Rita, Praia Bombom e praia Macaco, entre outras.

    Para simplificar, na ilha de São Tomé existem 3 rotas para dar a volta à ilha: O Norte, o Sul e o Centro.

    Ainda pelo Sul, além do fato de banho obrigatório para um mergulho em cada uma das praias, não se esqueça de visitar as Roças e as povoações. Sempre que lhe apetecer, saia da estrada principal e aventure-se na descoberta dos trilhos, que levam a pequenas vilas encostadas a praias que não constam dos mapas. Lembre-se que não está num safari no Quénia, pode abandonar a viatura e passear entre as pessoas que ninguém lhe faz mal:)

    No Centro é obrigatório parar na Roça Monte Café e beber café arábico produzido na roça. Percorrer a estrada até à cascata de São Nicolau, visitar o Jardim Botânico e almoçar na Roça da Saudade (Casa onde Almada Negreiros nasceu). Se gostar de caminhadas tem aqui algumas opções interessantes. Não esqueça o repelente e vá de calças, acredite em mim. Ainda tenho restos de varicela nas pernas.

    AS ROÇAS

    Só na ilha grande estão contabilizadas cerca de 150 Roças: entre antigas plantações de café, cacau e outros edifícios. Hoje mantem-se diretamente ligadas à cultura e modo de vida do povo são tomense, e muitas foram ocupadas pela população que fizeram de cada sala uma casa.

    A maioria delas encontra-se em avançado estado de degradação, mas todas, quase sem excepção valem uma visita.

    Visitámos a roça Agostinho Neto, Agua Izé, Monte Café e São João de Angolares. Vale a pena conhecer todas e são todas completamente diferentes. Confesso que a minha preferia foi a de Agua Izé, não só pela imponência arquitectónica do antigo hospital, a vista, a forma que fomos acolhidos pelo povo e também pelos projetos de voluntariado incríveis que nascem naquela escola. 

    PLANEAR A VIAGEM
    SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE É UM DESTINO SEGURO?

    STP é um destino bastante seguro para o/a turista, mas os cuidados básicos são sempre importantes. Alugamos carro, circulamos por toda a ilha e andamos a pé pela capital e por outras cidades sem qualquer problema. À noite, saímos pouco a pé, não por receio de sermos assaltados, mas porque as ruas são pouco iluminadas (além de falhar a eletricidade com regularidade), estão bastante degradadas e há muitos cães vadios.

    Além disso, STP é também um destino seguro para quem gosta de fazer caminhadas pela floresta porque não tem animais perigosos (exceto a cobra preta que não é muito comum aparecer). Até nisto é um paraíso na terra.

    A MOEDA EM SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE: É UM DESTINO BARATO?

    Não, STP não é um destino barato.

    Em primeiro lugar, existem muito poucas caixas de multibanco na ilha, o que significa que vão ter de viajar tipo “tio patinhas”.

    O pagamento com cartão de crédito é possível, ainda que não esteja disponível em todos os lugares, ao que acresce as taxas bancárias elevadíssimas.

    Dica útil: adquira o Cartão Revolut. Veja aqui.

    O Euro é aceite em todo o lado, mas lembre-se que sempre que pagar em Euros, normalmente, o troco será em dobras. A Dobra é a moeda local e 1 Euro corresponde +/- a 24,5 dobras.

    STP não é um destino barato. Na nossa opinião, os serviços tendem a ser caros demais para aquilo que oferecem ou proporcionam. Começa pelo preço do voo e estende-se aos alojamentos, à restauração ou mesmo às compras no supermercado. Como em STP temos de ter alguns cuidados especiais de higiene, quem viaja para lá tende a procurar a rede de alojamentos, restauração e serviços recomendados, o que vai custar mais na carteira. Por exemplo, uma refeição básica num restaurante “recomendado” fica por 10-15€ pessoa; Um café pode chegar a 1€ (25 Dobras); Um iogurte marca Dia% no hipermercado da capital custa 1€ e é o mais barato; Um passeio de jipe com guia pode chegar aos 60€/ pessoa e em Príncipe o preço duplica. 

    CONSULTA DO VIAJANTE: SIM OU NÃO ?

    As consultas do viajante são recomendada sempre que pretende viajar para destinos fora do continente Europeu, América do Norte ou Oceânia. Tendo em conta que vivemos uma situação de pandemia e sendo São Tomé um pais africano, considero muito importante recorrer a uma consulta do viajante principalmente para crianças, idosos e doentes crónicos. Os viajantes estão em risco de contrair doenças transmitidas por picadas de insectos, como a malária, doenças transmitidas por água ou alimentos e outro tipo de intercorrência, como acidentes de viação.

    A consulta do viajante não serve apenas para a recomendação de profilaxias mas também para a aconselhar sobre as medidas não farmacológicas a ter em conta adaptadas ao viagem e ao estilo e viagem. Sabe-se que atualmente os casos de Malária são pouco expressivos, principalmente na estação seca. Nós optámos por prevenir e fizemos quimioprofilaxia da malária e não tivemos qualquer efeito adverso.

    Mesmo com todos os cuidados possíveis, os riscos mantêm-se e a melhor forma de minimizá-los é  comprar ao seguro de saúde de viagem. Nós sempre compramos seguros de viagem nas nossas seguradoras e nunca tivemos nenhum problema.

    Centros de Vacinação Internacional

    Ou

    Marta Amaro (médica interna de Medicina Interna) – a.marta.sa@gmail.com

    QUANTOS DIAS PARA STP?

    Nós estivemos 8 dias na Ilha de São Tomé. E exatamente pelo tempo ser curto optámos por conhecer bem São Tomé e não viajar até Príncipe. Se tivesse muitos dias de férias (e muito budget) optava por estar 9 dias em São Tomé, para conhecer bem a ilha ao ritmo “leve-leve” e 4 ou 5 dias na praias de Príncipe.

    Dizem que sete dias chega para conhecer bem São Tomé e que quinze dias seria a combinação perfeita, para poder adentrar os lugares menos acessíveis e poder incluir a Ilha do Príncipe no roteiro. Se fosse hoje ficaríamos nove dias em São Tomé, que dá perfeitamente para conhecer toda a ilha, ao ritmo “leve-leve”, e cinco dias em Príncipe, para poder usufruir das praias idílicas e fazer um trilho no Parque Natural .

    QUAL A MELHOR FORMA DE NOS DESLOCARMOS NA ILHA? COM OU SEM GUIA?

    Para nós e o nosso tipo de viagem, sem dúvida que a melhor maneira de visitar a ilha foi alugando um Suzuki Jimny: um carro pequeno, compacto, alto, ágil e básico. Não aceitem outro carro, muito menos um carro ligeiro. Alugámos o nosso fiel amigo nesta viagem, Jimny na Get a Car e tivemos uma óptima experiência.

    Site: http://get-a-car.st/

    Google maps: https://goo.gl/maps/EysHw2tW3w1ASX5w7

    A nossa crítica ao Get-a-Car ST

    “Alugámos um Suzuki Jimny à Get a Car para a nossa viagem por São Tomé e Príncipe e não podíamos ter escolhido melhor. As estradas são bastante sinuosas e por isso a escolha do carro foi perfeita: aconselho vivamente o Jimny por ser um carro pequeno, compacto, alto, ágil e básico. A Rita entrega é levanta o carro no aeroporto. E o melhor de tudo, é a sua simpatia, disponibilidade e generosidade . Fez-nos sentir em casa, super seguros e na nossa zona de conforto. Deu-nos dicas muito para além do carro. Recomendo mesmo “

    Não existem muitas alternativas ao aluguer de carro. A rede de transportes públicos é quase inexistente. A população desloca-se muito a pé, na cultura da boleia, em moto-taxis e táxis, em carros ou carrinhas de 9 lugares (que normalmente levam 20).

    Outra opção para o turista é contratar um guia que já tenha carro. Nós não contratámos guia, pela falámos com vários e conversámos com outros turistas que contrataram guia e não nos foi reportado qualquer problema.

    O inconveniente desta opção é que São Tomé não tem muita sinalética com indicações o que aumenta a probabilidade de nos perdermos ou não conseguirmos chegar ao destino, como aconteceu connosco na Roça Bombaim. O GPS é uma ferramenta indispensável, mas até ele se perde em alguns lugares! A parte boa é que quando achas que estás perdido no meio da floresta, aparece sempre alguém de sorriso na cara para te ajudar.

    Se optar por um guia, pode contratar um antes de viajar, mas não é difícil arranjar um à chegada. Basta dois dedos de conversa com algum motorista do hotel que eles arranjam logo um tempinho para mostrar a ilha ou dar o contacto de alguém que o faça (com ou sem carro incluído).

    TRÂNSITO E CONDUZIR EM SÃO TOMÉ
    • O combustível custa +/- 1€ por litro.
    • Para abastecer o carro, existem bombas de gasolina de maior dimensão (principalmente perto das cidades), mas o mais usual são os pequenos negócios que se encontram à beira da estrada, que vendem o combustível em garrafões de 5 litros, e que atestam o depósito por um funil.

    Dicas úteis: 
    >> Quando chegar à capital compre um cartão de telemóvel CST. Além de poupar no roaming poderá aceder ao GPS. 

    ONDE (GOSTAMOS DE) FICAR ALOJADOS?

    Vamos partilhar os locais onde ficámos alojados

    Neste ponto vamos partilhar os locais onde ficamos alojados (e que recomendamos) e sugerir mais alguns alojamentos que fizeram parte da nossa pesquisa inicial e/ou que gostaríamos de ter ficado.

    Em São Tomé ficamos em três alojamentos diferentes:

    Mucumbli

    O Mucumbli é composto por uma série de bungalows de madeira, com  uma vista fabulosa sobre o Oceano Atlântico e a floresta. Tem ainda a particularidade de ter um restaurante fantástico aberto ao público.  Há, inclusive, quem visite o Mucumbli apenas pelo seu restaurante. Está localizado no norte da ilha de São Tomé, em Ponta Figo.

    O Mucumbli Lodge foi o primeiro hotel em que ficámos em São Tomé e foi uma óptima primeira experiência. O mais curioso dos bungalows é que não têm vidros, apenas rede mosquiteira e cortinas. Mas a verdade é que que os vidros não fazem falta nenhuma. O som do mar e da floresta dispensam qualquer meditação e até ajudam a dormir melhor. O pequeno almoço é satisfatório.

    Hotel Praia Inhame Ecolodge

    O hotel é composto também por bungalows de madeira, mas desta vez mesmo em cima da praia e do mar. Mais uma vez o restaurante é ótimo, quase sempre pratos do dia, e um dia por semana buffet. A comida era muito boa. Ao jantar tem musica típica ao vivo. Os funcionários eram muito amáveis.

    Este foi o hotel que ganhou o meu coração. Levantava-me às 6h30 da manhã, ia para a varanda ver o mar e às 7h30 estava sentada na areia dourada à sombra de uma palmeira ou a mergulhar no mar de água tépida.

    O único ponto negativo, como em muitos sítios de STP, não aceitavam pagamentos por multibanco. Aceitavam apenas transferências ou pagamento em dinheiro.

    Pestana São Tomé

    – As expectativas que levava do Pestana transformaram-se em desilusão. A experiência no hotel vale muito pela piscina incrível e toda a zona exterior beijada pelo mar e abençoada pelo pôr-do-sol maravilhoso. No entanto, a luz faltou constantemente, tive o azar de coincidir com a comitiva do presidente da republica da Guiné que

    Outros alojamentos:

    No centro: Sweet Guest House, Hotel Central, São Pedro Guesthouse, Pestana Miramar São Tomé, Omali São Tomé, Hotel Praia, Ondas Divinas
    No norte da Ilha: 
    A caminho e no sul da Ilha: Clube Santana Beach & Resort, Roça Santo António Eco Lodge, Roça São João dos Angolares, N`Guembú Nature Resort, Pestana Equador Ilhéu das Rolas.

    O QUE COMER?

    A gastronomia são-tomense é uma mistura da gastronomia europeia/portuguesa e da africana.

    Peixe é a palavra de ordem: Peixe azeite, Barracuda, Peixe Andala, Corvina, Atum, e outros tantos, directamente das mãos do pescador para o nosso prato. Ouvi dizer que havia carne de galinha ou porco. Nunca vi. Os acompanhamentos são deliciosos, e apetecia-me trazer todos para Portugal: fruta-pão (que ganhou o meu coração), banana-pão, banana frita, batata-doce, matabala cozida (um tubérculo parecido com batata).

    Não há prato que não dance por entre ervas aromáticas e afrodisíacas (e.g. folha e flor de micocó, do mosquito, coentro selvagem), coco e cacau, azeite ou óleo de palma. O Calulu, prato tradicional de São Tomé é um exemplo perfeito desta “mestiçagem” de ingredientes.

    A fruta da época é uma das maiores riquezas e está à distância de uma catana. Há fruta por todo o lado: 7 tipos de banana, jaca, maracujá, caja-manga, papaia/mamão, mangostão, etc.  Experimente todas, não se vai arrepender.

    O cacau, como fruta, foi uma deliciosa surpresa. Em redor de cada semente existe uma goma branca simplesmente deliciosa. Basta apanhar um cacau, parti-lo na borda da estrada, chupar as sementes e atirá-las para a terra. Assim nasceram novos cacaoeiros!

    Cacau fresco apanhado à beira da estrada

    Já falamos da comida e do cacau, falta o terceiro “C” que é o café, arábica de preferência. Para os apreciadores de café, uma experiência imperdível.

    E onde comer tudo isto, perguntam? Respondemos a essa pergunta em baixo, no roteiro pelos locais de visita obrigatória, orientando a vossa viagem não só pelos lugares, mas também pelo paladar e pelos sentidos.

    Dica útil: os grandes supermercados (como o SuperCKdo, Pingo Doxi, Intermar) estão na capital São Tomé. Nas outras localidades só encontra pequenas mercearias, com muito pouca opção. Se for passear pela ilha e quiser fazer um piquenique, faça as suas compras antes de sair. Se o seu alojamento permitir fazer refeições, mas estiver fora da capital, terá de se deslocar lá para fazer compras.

    OS RESTAURANTES

    – Roça de São João de Angolares:

    A experiência mais deliciosa, inesperada e …. de sempre. No restaurante não existe ementa, só existe uma experiência: o menu de degustação.

    P.S.: A maioria dos restaurantes carece de marcação antecipada. Se não há certeza, não há mesa.

    Senão for daqueles maníacos, seguidores fiéis do culto de Baco, e apreciar cerveja, encontrará sempre as duas marcas portuguesas: Sagres e Superbock. Mas o que aconselho mesmo é que beba ROSEMA, a cerveja nacional, fresca, leve, cheia de gás e com menor teor alcóolico. A ideia não é embriagar-se de líquidos mas de experiências.

    “DOCE-DOCE”: COMO POSSO AJUDAR? 

     As crianças pedem muitas vezes “doce-doce”. Se quiser ajudar, evite dar doces às crianças. Leve roupa, livros, cadernos e canetas ou produtos de higiene oral e contacte previamente instituições, associações ou grupos de voluntários. Assim saberá quais as principais necessidade e garante que a ajuda chega a quem realmente precisa. Não é benéfico contribuir para cultura de pedintes dos são tomenses. As escolas seriam bons locais para entregar o material, mas nem todas as escolas têm profissionais realmente preocupados com as necessidades das crianças. Mais uma vez, procure as instituições e tire tempo para assistir ao trabalho das mesmas no local. Se não tiver possibilidade de levar e mesmo assim quer oferecer, existem várias lojas de material escolar, onde pode comprar para oferecer.

    Antes de sabermos tudo isto, a nossa experiência na oferta foi meio estranha. Levámos bonés canetas e vestidos usados. Chegámos junto a uma escola e perguntámos a uma professora/funcionária se poderíamos deixar lá o material para dar às crianças. A reação da senhora foi de uma contentamento esquisito, notámos nos olhos dela que aquele material nunca chegaria às mãos das crianças. Nas frações de segundo antes de entregar nas mãos da senhora o material, o Diogo mudou de ideias e chamou as crianças para entregar-lhes em mãos. Foi um dos momentos mais bonitos e mais triste de toda a viagem. As crianças correram para o Diogo com uma felicidade e uma ansiedade pelas canetas, ele ficou no completamente rodeado de crianças que tentavam puxar uma caneta. Acho mesmo que algumas ficaram com canetas e outras com tampas. Depois desta experiência quisemos saber qual seria, afinal, a melhor forma de ajudar.

    Quando visitámos a Roça de Água Izé, os jovens falaram-nos da Sónia, a madrinha da escola. Entrei em contacto com ela pelo whatspp e falámos ao telefone durante quase 1 hora. Que pessoa tão inspiradora! A Sónia é a criadora e presidente da Missão Dimix, uma associação sem fins lucrativos, que tem por missão principal a promoção e defesa dos Direitos Humanos, especialmente das crianças, jovens, adultos e idosos, pertencentes a classes sociais mais isoladas, apoio ao desenvolvimento nas áreas da Educação, Ambiente, Saúde, Igualdade, Desenvolvimento, Alimentação, Higiene e Solidariedade. 

    No final ainda acabámos por ir a uma papelaria São Tomense na capital e comprar material escolar para entregar directamente à Sónia.

    O triângulo maravilho de São Tomé e Príncipe:

    Viajar com crianças para STP

    A ilha de São Tomé é um convite aberto à interacção, à conversa, à descoberta dos ritmos da ilha, das pessoas, de uma forma diferente de viver e ser feliz. Uma mão cheia de experiência muito ricas e inesquecíveis para adultos e crianças. São Tomé não é um destino de dias fechados num resort: “Chegar a São Tomé e “abancar” num hotel com piscina é o mesmo que trocar o Paraíso por uma cruzeiro da Inatel.” E é importante terem consciência disso antes de pensar em levar as crianças-

    A minha experiência não me leva a aconselhar levar crianças pequenas. Não pelo povo, não pela segurança, mas principalmente pelas estradas. A viagem até ao sul da ilha foi um desafio muito aproximado de uma montanha russa. As estradas são péssimas, os pneus estão gastos e carros não são o supra sumo da segurança. Várias vezes receámos ficar no meio da estrada perdidos à espera eternamente por um reboque. Reboque? Talvez um reboque seja pedir muito… Alguém nos ajude a montar um pneu, vá. Não pensem que é assim tão fácil montar um macaco numa estrada de pedras soltas!

    Penso que não seria simpático para uma criança pequena um caminho de 2h30 com saltos duros e constantes dentro do carro.

    O NOSSO ROTEIRO

    Apresento os lugares onde fomos divididos pelo norte, centro e sul da ilha, por onde passam as 3 principais estradas.

    ROTA DO NORTE
    • Roça Agostinho Neto, conhecida antigamente como Rio D´Ouro, é a Roça mais antiga na Ilha. A sua entrada é inconfundível e o impacto que ela tem em nós é inesquecível. Temos também as Roças de Ponta Figo, Monte Forte e a Diogo Vaz. Nesta última é possível a observação do processo de secagem do cacau.
    • Visitar a vila piscatória de Morro Peixe
    • Praias do norte da ilha: Praia dos Tamarinhos, Praia do Governador ou Praia das Conchas que apresentam um extenso areal branco e coqueiros na orla.
    • Lagoa Azul: Não fizemos snorkeling, mas demos um mergulho e subimos ao monte para admirar a baia do alto, com água translúcida circundada por embondeiros. É um sitio simpático, mas é daqueles que me parece bem mais bonito nas fotografias do que ao vivo.
    • Padrão dos Descobrimentos, que marca o local onde os portugueses desembarcaram, pela primeira vez, em 1470. 
    • Percorrer a “Estrada mais bonita do Mundo”, até chegar à povoação de Santa Catarina (onde termina), passando pelo mítico túnel de São Tomé.
    ROTA DO CENTRO
    • Cidade de Trindade, residência oficial do presidente do país. Vai reparar que as estradas e a própria cidade estão mais cuidadas do que a capital.
    • Roça Colonial Monte Café e o Museu do Café.
    • Cascata de São Nicolau;
    • Casa Museu Almada Negreiros, que é a antiga casa colonial da família do artista que foi restaurada e convertida num museu, galeria de arte e restaurante.
    • Roça Bombaim. Nós tentamos, mas perdemo-nos pelo caminho. Mas foi dos caminhos mais bonitos que fizemos.
    • Arriscar-se, floresta a dentro, à procura da Roça Uba Budo. Para nós, a Roça perdida no meio da floresta equatorial. O caminho para lá é sinuoso mas, de repente, surge esta enorme cidade-ruína, que mantém as marcas do passado nos seus edifícios degradados, mas cheios da vida do presente.

    Mais:

    • Roça Bombaim;
    • Roça Saudade;
    • Jardim Botânico e, se o clima ajudar, fazer uma caminhada (com guia) até à Lagoa Amélia. O lugar onde antigamente existia o vulcão que dizem ter dado origem à ilha. Nós não conseguimos fazer esta caminhada, mas quem já fez diz que vale a pena.
    • Pico de São Tomé: Para os mais audazes e com preparação física, subir em excursão ao Pico de São Tomé, com uma altura de 2.024 metros. Serão necessários dois dias de caminhada, com pernoita no caminho. Normalmente esta subida é feita durante a estação seca, por razões de segurança.
    Onde comemos?
    • Mucumbli, na Ponta Figo, em Neves. Um eco-resort que tem um restaurante com uma varanda virada para o mar. Pare lá nem que seja para tomar um aperitivo.
    • Casa Museu Almeida Negreiros, na Roça Saudade. O restaurante oferece-nos uma varanda com uma vista magnífica para a floresta equatorial.

    Outras recomendações:

    • Restaurante Efraim, na Roça Monte Café.
    • Restaurante Santola, em Neves. A iguaria é comer santola acompanhadas de torradas e uma Rosema bem gelada.
    A CAPITAL

    Na Capital tudo é uma provocação para os sentidos. As buzinas das motas que circulam freneticamente pela cidade, a efervescência sonora das pessoas que se cruzam nas ruas, a algazarra e os pregões nos mercados, onde palpita a vida da cidade. 

    O que visitámos?

    • Ir ao mercado da cidade ou mercado municipal. Uma imersão intensa nas cores, nos cheiros, na desorganização, no barulho, no quotidiano são-tomense. Imperdível.
    • Baía Ana Chaves é entrar numa viagem no tempo, da era colonial, que se mantém presente na arquitetura dos edifícios.
    • Forte de São Sebastião. Aqui pode entrar e visitar o Museu Nacional, que conta a história do país.
    • Andar pelas ruas da capital, passar pela Praça 1 de Maio e visitar as drogarias e lojas de época.
    • Sé Catedral da Nossa Senhora das Graças.
    • Loja Diogo Vaz é obrigatória. Ter atenção aos horários das visitas. 
    • Mercado de Rua
    • Mercado Municipal

    Mais para visitar:

    • Associação CACAU – que é um espaço cultural, com exposições temporárias e lojas volantes de artesanato.
    • Fábrica de Chocolate Claudio Corallo (Para os amantes de chocolate, a visita)

    Onde comemos? 

    • Papa-Figos

    Outras recomendações:

    • Dona Tété;
    • O Pirata;
    • Filomar. 
    • Se o seu alojamento não tiver pequeno almoço incluído, recomendamos que vá ao Café Central, que é gerido por portugueses. Um espaço onde também podem comer umas moelas, bifanas no pão ou caracóis, para recordar os sabores portugueses.
    • Para descontrair e beber um copo num ambiente alternativo tem o Pico Mokambo.
    ROTA DO SUL

    A Rota do Sul é uma verdadeira aventura. A paisagem é lindíssima com o mar à esquerda e a floresta verde e densa repleta de palmeiras à direita.

    As crianças que acenam e correm atrás dos carros. Os porcos que são quase animais de estimação e que vagueiam pelas ruas e pelas praias, juntamente com as galinhas, as cabras e os cães. As mulheres que lavam calmamente a roupa e as panelas nos riachos. Tudo acontece ao ritmo do “leve-leve”. Depois vêm as praias desertas, de areia branca, onde até os cocos caem devagar.

    A estrada é muito má, alguns dos troços de estrada asfaltada transformaram-se em pedras soltas e buracos fundos, que nos obrigaram a recuar e a pensar como passávamos com um jeep. Assim é até Porto Alegre. Depois disso acabou-se o asfalto, e inicia-se um caminho de terra batida e pedra que nos conduz às praias mais bonitas da ilha. Acredito que vos tenha assustado, mas todas as praias valem o caminho difícil.

    • Roça Água Izé: subimos a roça de carro meio a medo. Chegámos ao topo junto do edifício mais emblemático, antigo hospital, e fomos  abordados por dois jovens que dispuseram a apresentar-nos a roça. E assim foi, subimos ao edifício colonial e tivemos durante horas a falar sobre a roça e sobre a instabilidade politica de São Tomé;
    • Sem dúvida a Roça mais bonita e organizada que visitámos. A sua organização de “roça-cidade” é composta por uma malha que forma ruas, bairros, jardins e praças. Na zona baixa, junto à estrada, tem as oficinas, as serralharias e os armazéns. Depois, a extensa bateria de sanzalas onde se reorganiza o casario. Na parte alta, o hospital, que é hoje residência de muitas famílias;
    • Boca do Inferno: e conhecer a Lenda do Barão de Água-Izé (que entrava com o seu cavalo na Boca do Inferno e saía em Cascais, Portugal). Digam lá que não é uma delícia de lenda?;
    • Praia das Sete Ondas e na Praia Micondó;
    • Roça de São João dos Angolares: almoçámos no restaurante com a experiência impar de degustação, visitámos o museu. Chef João Carlos Silva, da Roça de São João dos Angolares, apresentador do programa Na Roça Com os Tachos, que nos leva a viajar pelos sabores da Ilha no seu menu-degustação que é uma experiência divinal, numa cozinha de excelência, altamente recomendada;
    • Cascata da Praia Pesqueira, lá onde a cascata acorda abençoada pelo mar;
    • Percorrer a estrada que vos vai apresentar o Pico Cão Grande (uma elevação de origem vulcânica com trezentos metros de altura, que compõe o Parque Nacional de Ôbo) que surge inesperadamente à nossa frente. Pare e contemple;
    • Fazer o desvio para Ribeira Peixe. O caminho até lá é fantástico, com as suas plantações de Andim, num cenário que parece uma tela pintada;
    • Praia de Nguêmbu, Praia Inhame, Praia Piscina e Praia Jalé. Todas elas são diferentes e bonitas, mas a Praia Piscina conquista:
    • Fazer a travessia para o Ilhéu das Rolas, subir ao Marco do Equador, lá onde se encontra a exata linha que separa os dois hemisférios, tirar a fotografia da praxe com um pé em cada hemisfério, e almoçar na Praia Café, virados para o mar;
    ILHÉU DAS ROLAS

    ajudar

    – Se quiser ajudar a população com bem materiais:

    • As crianças pedem muitas vezes “doce-doce”. Se quiser ajudar, evite dar doces às crianças. Leve roupa, livros, cadernos e canetas ou produtos de higiene oral e contacte previamente instituições, associações ou grupos de voluntários. Assim saberá quais as principais necessidade e garante que a ajuda chega a quem realmente precisa. Não é benéfico contribuir para cultura de pedintes dos são tomenses. As escolas seriam bons locais para entregar o material, mas nem todas as escolas têm profissionais realmente preocupados com as necessidades das crianças. Mais uma vez, procure as instituições e tire tempo para assistir ao trabalho das mesmas no local. Se não tiver possibilidade de levar e mesmo assim quer oferecer, existem várias lojas de material escolar, onde pode comprar para oferecer 🙂

    Mais fotos e dicas no insta @route92.travelblog

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